Escolher o sistema de motor certo pode mudar a forma como uma bicicleta ou moto elétrica off-road entrega assistência em diferentes situações. Entre as opções mais conhecidas estão o motor central, também chamado de mid-drive, e o motor de cubo, mas a diferença não está apenas em onde o motor fica. A arquitetura também determina por onde a força passa antes de chegar à roda. Por isso, entender o que um motor central oferece em comparação com um motor de cubo é mais útil do que simplesmente comparar watts.
O que é um motor central?
O motor central fica próximo ao pedivela e transmite sua força através da transmissão da bicicleta. A corrente, a coroa e o cassete fazem parte do caminho percorrido pela potência do motor.
Uma característica importante do motor central é que ele trabalha junto com as marchas disponíveis. Ao mudar de marcha, o ciclista também altera a relação usada para transmitir a força até a roda. Em percursos com diferentes inclinações, isso permite ajustar a transmissão às condições do terreno. Essa arquitetura pode ser útil em algumas aplicações de subidas íngremes prolongadas porque o motor trabalha através das marchas disponíveis.
E o que o motor de cubo oferece?
O motor de cubo fica integrado à roda, normalmente na roda traseira. Em vez de enviar a força pela transmissão da bicicleta, ele entrega a potência diretamente à roda onde está instalado.
Existem diferentes tipos de motores de cubo. Um motor de cubo direto não utiliza um mecanismo de redução interna desse tipo. Já um motor de cubo com engrenagem incorpora engrenagens dentro do cubo para reduzir a rotação do motor antes que a força seja transmitida à roda. Essa diferença é importante ao comparar o motor central e o motor de cubo, porque os dois sistemas seguem caminhos diferentes para colocar a potência no solo.
Motor central vs. motor de cubo: qual é a diferença na prática?
Para o leitor, a pergunta mais importante não é apenas “onde fica o motor?”, mas “o que muda quando eu estou pilotando?”
| Característica | Motor Central | Motor de Cubo |
| Localização | Próximo ao pedivela | Integrado à roda |
| Caminho da potência | Motor → transmissão → roda | Motor → roda |
| Relação com as marchas | A potência passa pela transmissão da bicicleta | A potência do motor não depende da corrente e do cassete |
| Principal característica | Permite usar as marchas para adaptar a relação de transmissão | Entrega a assistência diretamente na roda |
| Tipos comuns | Mid-drive | Direto ou com engrenagem |
Assim, o motor central integra o acionamento à transmissão da bicicleta, enquanto o motor de cubo coloca o acionamento diretamente na roda. Mas essa diferença de arquitetura não deve ser analisada isoladamente. Ao comparar dois modelos, observe também a potência contínua, a potência de pico, a corrente máxima do controlador, o torque informado e o método de medição, a capacidade da bateria em Wh, o limite térmico, o diâmetro da roda, o peso total e o tipo de pneu. O torque isolado também não conta toda a história, já que diferentes fabricantes podem medi-lo em pontos distintos do sistema.
O que a pesquisa de 2018 mostra?
Um estudo publicado em 2018, “E-bikes for steep roads: mid drive and hub drive motor efficiency comparison”, comparou diferentes configurações de bicicletas elétricas em estradas íngremes. Os pesquisadores analisaram fatores como posição do motor, nível de assistência, cadência do ciclista, tipo de roda e conjuntos de transmissão.
Em uma configuração específica testada em estradas íngremes, o sistema com motor central consumiu cerca de 18% menos energia do que o sistema com motor de cubo. Esse resultado não deve ser interpretado como uma diferença fixa entre todas as bicicletas elétricas ou todos os tipos de motor de cubo.
Esse resultado é útil para entender a eficiência energética das arquiteturas analisadas, mas o contexto importa. O estudo foi desenvolvido para bicicletas elétricas voltadas ao transporte cotidiano em cidades com estradas íngremes, não para comparar especificamente bicicletas ou motos elétricas off-road nem os modelos Riding’times.
E o motor de cubo com engrenagem?
É aqui que a comparação fica mais interessante para quem está olhando para os modelos da Riding’times. Um motor de cubo com engrenagem utiliza um mecanismo de redução interno. Em vez de enviar a alta rotação do motor diretamente para a roda, as engrenagens reduzem essa rotação antes da saída.
O sistema integrado da Riding’times utiliza uma redução interna fixa de 5,2:1. De forma simplificada, aproximadamente 5,2 rotações no lado do motor correspondem a uma rotação no lado de saída. A redução transforma a rotação do motor em uma saída com maior potencial de força de giro na roda.
O ponto importante é que 5,2:1 não significa automaticamente 5,2 vezes mais torque medido. O resultado real também depende de perdas mecânicas, controlador, motor, tamanho da roda e condições de operação.
A Riding’times descreve essa arquitetura como uma forma de transformar a rotação do motor em força útil diretamente na roda, com foco em partidas mais fortes, aceleração controlada e apoio em subidas.
Para entender melhor como essa redução funciona, consulte o Guia da Riding’times sobre o motor de cubo com engrenagem 5,2:1.

Por que isso importa para uma bicicleta elétrica off-road?
Em uma bicicleta elétrica off-road, o terreno pode mudar rapidamente. Uma subida, uma parada, uma retomada ou uma mudança de inclinação colocam diferentes demandas sobre o sistema.
Um motor central permite aproveitar a transmissão da bicicleta para alterar a relação durante a pilotagem. Já um motor de cubo entrega a assistência diretamente à roda, e um sistema com engrenagem utiliza a redução interna para converter a rotação do motor antes da saída. A escolha depende, portanto, da forma como você quer que a assistência seja transmitida e das características do restante do veículo.
Como a Riding’times aplica essa abordagem?
A Riding’times utiliza configurações de motor de cubo traseiro nos GT54, GT54 Pro, GT73 e GT73 Pro. A página sobre o sistema integrado apresenta esses modelos dentro da linha de configurações com motor de cubo traseiro e associa a arquitetura de redução interna a uma entrega de força útil na roda.
A proposta é combinar o motor e o mecanismo de redução dentro do sistema de acionamento da roda, transformando a alta rotação do motor em força útil na roda traseira. A Riding’times associa essa abordagem a partidas mais fortes, aceleração controlada e apoio em subidas.
Motor central vs. motor de cubo: qual escolher?
Não existe uma resposta universal para a comparação. O motor central pode ser interessante para quem valoriza a possibilidade de usar as marchas da bicicleta para adaptar a relação de transmissão ao terreno. Já o motor de cubo transmite a força diretamente para a roda.
Para quem procura uma alternativa dentro da arquitetura de cubo, o sistema de engrenagem da Riding’times acrescenta uma redução interna de 5,2:1, desenvolvida para converter a rotação do motor em força útil na roda.
Ao comparar modelos, considere o sistema de transmissão em conjunto com potência, torque, bateria, peso, pneus e demais especificações relevantes para o seu uso.